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August 04 GlóriaGLÓRIA:
Quando temos tão perto a felicidade, quando à temos em nossas mãos, todos os dias, acho que não sabemos ou não queremos usufruí-la. Em determinado tempo da minha vida eu era FELIZ, mas feliz TODO DIA, TODO DIA, entendem ?? Nem eu sabia entender. Eu não sabia o que exatamente me tomava, mas sei, hoje sei que era uma espécie de doença. pois aquilo não podia ser normal : ser feliz TODO DIA.
Bizarro ou não, eu espalhava essa felicidade aos quatro ventos. Queria que o mundo soubesse que eu não ficava triste nunca, nunca ! Só que sábiamente alguém me disse : " fala baixo. Se és feliz, fala baixo. " Eu não queria nem saber... eu precisava de poucas, muito poucas coisas mesmo prá ser feliz : um chuveiro, uma cama, um litro de sorvete, um calor de uma amor, e só. Eu não tinha culpa que tinham ligado a chave da felicidade e tinham esquecido de desligar.
Mas hoje, eu não sei. Não sei se compliquei, se me curei, se me resolvi. Hoje eu sei que sou mais complexa e preciso de muitas coisas prá ser feliz de verdade. Muitas coisas porque nada se compara àquela simplicidade dos 22 anos...
Merda não ser mais feliz assim. Merda, mas ao mesmo tempo glória. Glória por entender que a vida não se resumia apenas aquilo que eu já tinha vivido. Glória por descobrir coisas que me deixaram muito mais feliz, em contrapartida de descobrir também coisas que me deixaram muito, mas muito infeliz. Não sei se estou sendo totalemente sincera nesse relato, mas é bem provável que eu tenha passado por esses extremos , embora agora não me recorde.
talvez eu tenha aprendido à custa de muito sofrimento que felicidade não existe. Não da forma como à idealizamos. Assim como Deus também não existe - não da forma como nos ensinaram.
Me sinto triste a maioria das vezes por esse vazio que me impede de aceitar que posso ser FELIZ em tudo. Por entender que posso estar aqui em plena sexta à noite por livre espontânea vontade ( e não porque meu namorado está completamente APAGADO na cama e não quer trocar três palavras comigo por conta do seu interminável cansaço ) e estar satisfeita comigo. E também, muitas vezes por sempre esperar "do outro" aquilo que EU faria, e não aquilo que o outro quer fazer.
Sei lá sei que se sou frustrada, a culpa é minha, se sou triste a culpa também é minha. Não conseigo entender porque não consigo de uma vez por todas determinar minha felicidade prá sempre. Minha felicidade TODOS OS DIAS, como eu sentia à um tempo atrás.
Isso é tão complexo mesmo, que acho que não quero mais pensar.Só quero agora traçar metas e vê-las cumpridas, pelo menos vou ter a sensação de qua algo foi realmente feito. Uma sensação de dever de casa cumprido. E são tantas metas prá cumprir que nem sei direito por onde começar. Ah foda-se que tb , pois não quero sair listando tudo agora, porque tenho ainda uns dez adereços prá fazer.... sozinha como sempre, porque nunca delego tarefas à ninguém!!! POis é aki no Grupo é sempre assim...e a esquete estréia em dez dias e ainda temos mil acessórios não-prontos e que EUZINHA fiquei de aprontar...
Tenho que voltar mesmo prá TERAPIA, pois não me sinto feliz como deveria. DEVERIA, pois minha vida está perfeita. Então os erros estão em mim, e não na vida.
Aniliah - 04 de agosto 2007 |
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